29
jun
09

Lúcio, O Grande Capitão

lucio

Ele não aparece para o grande público (exceto quando faz algumas caretas), não possui contratos publicitários, sua técnica não é refinada. Mas isso não importa, pois o seu papel primordial em campo é destruir as jogadas dos adversários, e isso ele faz com maestria e esbanjando vigor físico.

Lúcio não é o jogador que uma criança que está numa escolinha de futebol almeja ser. Elas preferem se tornar um Cristiano Ronaldo, Ronaldinho ou Messi, porém muitos se esquecem que para a consagração desses jogadores habilidosos existem os tais carregadores de piano, que são tão importantes e que quase não são notados.

Voltemos a falar do personagem principal de nosso texto. Lúcio começou a carreira no Internacional. Em 1999, jogou junto com Dunga e Gonçalves. Ele estava naquele grupo que quase foi rebaixado e foi salvo por um gol do próprio Dunga. Desde que apareceu para o futebol, Lúcio se destacava pelo seu poder de desarme e marcação. Em 2000, Lúcio estava na seleção Sub-23 que sucumbiu diante de Camarões em Sydney. O momento marcante desta partida foi quando ocorreu uma falta na entrada da área de Camarões, Roger pegou a bola para cobrar a falta e Lúcio em uma atitude intempestiva, saiu do campo de defesa tirou a bola das mãos de Roger e deu para que Ronaldinho cobrasse a falta e o resultado foi o gol de empate do Brasil. Porém isso não evitou o fiasco.

Lúcio se transferiu para o Bayer Leverkusen e continuou sua evolução. Outro revés que sofreu na seleção foi a derrota diante de Honduras na Copa América de 2001, mas parece que algo maior estava guardado para o nosso Lucimar.

Em 2002, junto com Edmilson e Roque Jr formou o trio de zaga da Família Scolari. Ta certo que contra a Inglaterra ele falhou no gol de Owen, mas o saldo foi positivo, a seleção foi campeã.

Na Alemanha, Lúcio jogou junto com Juan e lá começou a fabricação da melhor dupla de zaga da atualidade (pelo menos na minha humilde opinião).

Após provar para todos o seu talento e profissionalismo acima da media, Lúcio transferiu-se para o Bayern de Munique, o principal clube alemão. Na seleção, junto com Juan ele conquistou a Copa América de 2004 e a Copa das Confederações em 2005, ambos frente a Argentina. O clima de “oba-oba” para a copa da Alemanha era imenso, mas o time do quadrado mágico não fez a magia jus a magia da sua camisa e foi eliminado em um partidaço de Zidane. Os únicos que não saíram chamuscados após a eliminação foram: Juan, Zé Roberto e Lúcio.

Após Dunga assumir o comando da seleção, Lúcio se tornou o capitão da seleção e homem de confiança em campo. Não esteve no grupo campeão da Copa América devido a uma lesão, mas isso não o fez perder a camisa 3.

Hoje Lúcio colhe os frutos de seu trabalho. Com uma atuação irrepreensível na Copa das Confederações com direito a gol do titulo. O seu choro após o gol mostra que a era das vaidades na seleção acabou. Lúcio é o retrato da Era Dunga como treinador, um grupo que pode não ser brilhante tecnicamente, mas é competente e determinado, assim como o capitão deste time, o gigante Lúcio.

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